Como eu me livrei do vicio em Facebook, sem me livrar do Facebook

Enquanto estamos trabalhando em alguma atividade que requer foco total, qualquer coisa parece roubar nossa atenção. Preocupações, medos, e mais. Eu costumo de livrar desses “entulhos” jogando-os no meu Inbox do Todoist e seguindo em frente.

Mas ainda há sempre os vilões da produtividade: redes sociais. É sempre a mesma coisa: você tá lá concentrado, focado com todas as suas forças, e vem aquela vontade de dar uma zapeada (que termo horrível), olhar a timeline do Facebook, ver quantas curtidas aquela foto deu, etc.

O meu caso com o Facebook era mais grave: eu havia criado, sem perceber, o hábito de simplesmente abrir o Facebook a cada 5min. Era automático, eu apertava CTRL + T, digitava “f” e apertava ENTER.

Eu perdi bastante tempo tendo combater o gatilho, sem sucesso. Cheguei a cancelar a minha conta para tentar ficar longe da timeline, mas eu sempre acabava voltando. Usei até aquelas extensões que bloqueiam sites, mas sempre dava um jeito de burlar.

Até que eu cheguei a seguinte conclusão: o vilão não era o Facebook em si, mas a timeline. Era ela que eu começava a rolar e perdia todo meu tempo.

A solução veio rápido: bastou ligar os pontos com uma extensão que já usava: o uBlock. O passo a passo foi o seguinte:

Abra o dock do uBlock e selecione o picker de elementos

Abra o dock do uBlock e selecione o picker de elementos

Selecione toda a sua área da timeline

Selecione toda a sua área da timeline, clique e confirme a criação do filtro na tela que irá aparecer embaixo

Voilà, sem timeline, sem distrações ;)

Voilà, sem timeline, sem distrações 😉

Agora quando eu acesso o Facebook quando não devia, é quase como entrar em uma sala sem nada: você entra, não tem nada, você sai.

Se você quiser, pode ainda esconder o botão do uBlock no Chrome, impedindo que você desative-o. O uBlock também está disponível para outros navegadores.

É isso, espero que te seja útil.

Usando seu smartphone para metrificar seu sono e dormir melhor

Tem algum tempo que eu passei a me importar mais com meu sono. Decidi trocar mais horas de trabalho por horas de trabalho mais inteligentes.

Antes eu perdia madrugadas e madrugadas programando, achando que estava sendo super produtivo, mas na verdade era o contrário. Eu estava apenas perdendo em produtividade a medida que ficava desgastado. Eventualmente eu travava e passava alguns dias sem fazer nada.

Eu ainda acho uma porcaria seres humanos precisarem dormir, mas isso é outra história. Mas uma coisa você pode ter certeza: não se brinca com a sua biologia sem ter consequências.

“Eu sempre detestei a necessidade de dormir. Assim como a morte, ela coloca para baixo até o mais poderoso dos homens” – F. Underwood

“Eu sempre detestei a necessidade de dormir. Assim como a morte, ela coloca para baixo até o mais poderoso dos homens” – F. Underwood

Dito isso, vamos lá.

Desde que comecei a manter uma rotina de sono, procurei formas de dormir melhor e com mais qualidade. Sugiram várias coisas na mesa: sono polifásico, dormir vestido, dormir sem roupa, dormir com música, sem música, etc.

Eu desisti de ir por esse caminho, e decidi começar simples:

  1. Dormir mais cedo;
  2. Controlar uso de eletrônicos a noite;
  3. Acordar mais cedo (5:00 ~ 5:30);
  4. Acordar melhor e metrificar meu sono;

1 – Dormir mais cedo

Essa foi uma fase de adaptação complicada. Pensei em tomar remédios que causam sono para ir pra cama mais cedo, mas isso ia contra o meu objetivo no final das contas: ter um pouco mais de saúde e qualidade de vida.

Passei cerca de três semanas me adaptando e hoje consigo ir para cama as 21h ou 22h (alguns dias chego a ir para a cama as 20h), dormindo rápido, é questão de costume.

Arranje um pouco de disciplina, pare de levar trabalho pra casa e vai conseguir ir dormir mais cedo.

Obvio, isso não é absoluto. Há dias que preciso ir dormir as 0h por um motivo ou outro. Depende muito do seu estilo de vida, vida social, hábitos noturnos, etc.

 


2 – Controlar uso de eletrônicos a noite

Nessa eu falhei, e falhei miseravelmente. Não há como, sou da nova geração e sou programador, não posso desgrudar dos meus eletrônicos.

Eu costumo tentar largar o celular meia hora antes de ir dormir, as vezes consigo, as vezes não. Ler um livro antes de ir deitar ajuda a mente a acalmar e as consequências disso são obvias (Isso tem a ver com hábitos noturnos, é bem útil e trás benefícios desenvolver uma rotina antes de ir para cama).

Mesmo assim, ainda há os dias que eu fico vendo Netflix até tarde na cama.

Isso é ruim por dois motivos:

  1. Você fica ligadão;
  2. A luz azul dos LEDs dos eletrônicos inibem a produção de melatonina, então você dorme pior.

Eu consegui “resolver” isso da seguinte forma:

  1. Mudando o tipo de filme que eu costumava consumir a noite para coisas mais “tranquilas” (Uma dica: não funciona muito bem, você continua ligadão);
  2. Instalando apps que reduzem a luz azul emitida pelos LEDs do celular.

Antes de tudo, entenda o problema da luz azul: inúmeros estudos e pesquisas alertam para as consequências negativas do uso de telas luminosas a noite. Faz seu sono piorar. Dá uma Googleada ai que você entende a parada por completo.

Há duas formas de resolver o problema da luz e dormir melhor:

  • Usando um óculos de lente laranja durante a noite;
  • Usando aplicativos ou funções nativas para reduzir a emissão de luz nos seus eletrônicos;

Eu optei pela segunda, mas ainda considero comprar o óculos.

No Android tem uma dezena de aplicativos que se propõem a reduzir a emissão de luz azul. Eu uso um chamado Twilight. No iOS você tem o Night Shift. O Twilight opera de forma diferente dos outros, ele deixa sua tela toda vermelha, enquanto alguns outros a deixam mais escura, etc. O importante é reduzir a emissão de luz azul.

Também há programas para PCs que fazem a mesma coisa.

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Se eu notei melhora no meu sono? Sim, eu notei.


3 – Acordar mais cedo

Isso tem a ver com o que eu falei no item 1. Em todo caso, prefiro deixar quem entende falar:


4 – Acordar melhor e metrificar meu sono

Acordar melhor tem a ver com seus ciclos. Se você está em sono profundo e seu despertador toca, você vai acordar mal. O contrário também é verdade, se você estiver em sono leve e seu despertador toca, você acorda mais tranquilo. Claro, se tiver dormido o suficiente.

Para isso também há dezenas de aplicativos. Posso dizer que isso é o que faz a cereja do bolo da minha rotina de sono.

Eu uso o Sleep Better. Ele é clean, simples, e desempenha bem as funções que se propõe. Há muitas outras alternativas para Android e iPhone. Eu recomendo você testar alguns antes de decidir adotar um.

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Funciona da seguinte forma:

Ele usa os sensores do seu aparelho para observar sua movimentação na cama (você tem que por o smartphone perto de você, embaixo do travesseiro ou do lado, por exemplo. Preferencialmente no modo avião). A partir disso ele consegue dizer em que fase do sono você está. Ai está a mágica: na manhã, numa janela de tempo que você escolhe, ele espera você sair de sono profundo e POW, toca o alarme de uma forma tranquila.

Você acorda bem, quase que naturalmente. O Sleep Better ainda fornece uma serie de estatísticas que te ajudam a entender seu sono.

Até agora, em abril.

Até agora, em abril.

Sim, eu durmo melhor em dias estressantes.

Sim, eu durmo melhor em dias estressantes.


Eu tive um ganho considerável na produtividade ao começar a dormir melhor (e um pouco mais). Eu recomendo você tentar. =)

É isso. Espero que alguma coisa aqui te seja útil.

Quantificando seu tempo de programação com o WakaTime

Tempos atrás li um artigo sobre a utilidade de se gravar programando, e como isso ajudava a identificar a sua performance, falhas e etc.

Eu tentei, sem sucesso, implementar o hábito de gravar minha tela enquanto programo. Vez ou outra eu acabava esquecendo (de gravar, ou que gravei), o software que gravava a tela dava pau, etc, até que joguei a toalha e desisti.

Uma pena, porque essa iniciativa deve render bons frutos na performance de qualquer programador.

Algum tempo depois fique sabendo de uma plataforma chamada WakaTime, que através de uma extensão no seu editor de texto favorito, capturava o tempo que você passava programando, separando por projetos, dias, linguagens, arquivos e mais. O sistema ainda montava uma média do tempo que você passava programando por dia.

Me pareceu uma alternativa ótima, visto que eu estava 100% sem noção da minha produtividade enquanto programador. Fui lá, instalei a extensão no Atom e esqueci dela por alguns dias.

Tempos depois, acessei o painel da ferramenta e lá havia vários dados úteis dos quais eu nunca tinha tido acesso antes.

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Sim, minha média diária é baixa mesmo. Tente arranjar tempo para programar enquanto estuda 10h por dia, e ainda tente manter o sono nos conformes.

Além das estatísticas e gráficos bonitos, o WakaTime separa tudo de forma que você possa entender onde está gastando mais tempo, em que projetos, arquivos, etc. Isso se torna 2x mais útil se você é, por exemplo, um freelancer e cobra por hora.

Dá uma sacada:

Apenas 26h nos últimos 30 dias no meu principal projeto? Eu devo tá de brincadeira.

Apenas 26h nos últimos 30 dias no meu principal projeto? Eu devo estar de brincadeira.

O WakaTime ainda te dá o tempo por arquivo

O WakaTime ainda te dá o tempo gasto por arquivo.

 

Não chega a ser uma solução como gravar a tela, como no artigo que citei, mas já é um bom começo, nisso podemos concordar. Posso dizer que sem dúvida essas estatísticas me ajudaram a entender a minha produtividade programando, e consequentemente melhora-la.

O melhor de tudo é que uma vez configurado, não precisa de mais nada, apenas codar normalmente.

Então, fica ai a dica para quem tá afim de ter algum feedback sobre seus hábitos enquanto programador.

É isso.